Intervenção policial termina após mais de 12 horas
A entrada das equipes policiais no apartamento ocorreu por volta de 0h30 desta quarta-feira (12), depois de mais de 12 horas de negociação. Para conter Roberto Liberato, os policiais utilizaram uma arma de incapacitação neuromuscular, conhecida como taser.
Após ser atingido pelo dispositivo e imobilizado, Roberto sofreu uma parada cardiorrespiratória. Uma equipe médica que já estava posicionada no condomínio iniciou imediatamente os procedimentos de emergência, mas o homem não resistiu.
Segundo a Polícia Militar, nenhum disparo de arma de fogo foi realizado durante a intervenção.
O casal de idosos que estava no apartamento foi retirado do imóvel sem ferimentos. O atendimento às vítimas e o suporte médico foram realizados por equipes do Samu, com apoio do Siate.
Como a ocorrência começou
A situação teve início por volta das 9h30 de terça-feira (11), quando a Polícia Militar foi chamada para atender um homem ferido por golpes de faca.
A vítima apresentava ferimentos nas mãos e contou aos policiais que havia sido atacada pelo próprio cunhado. Segundo o relato, ele e a irmã planejavam buscar atendimento para Roberto, que vinha apresentando comportamentos preocupantes nos dias anteriores.
Ao perceber a intenção dos familiares, Roberto teria retirado uma faca que carregava no bolso e atacado o cunhado.
Depois da agressão, ele deixou o apartamento onde morava, no segundo andar do condomínio, e começou a entrar em outros imóveis.
Em um dos apartamentos, estavam três mulheres. Conforme o relato da PM, uma das moradoras, uma idosa, foi empurrada e acabou caindo. O homem também teria levado o celular dela.
Idosos foram mantidos no oitavo andar
Ainda portando a faca, Roberto entrou em outro apartamento, desta vez no oitavo andar do condomínio. No imóvel estavam um homem e uma mulher, de 65 e 70 anos, que permaneceram sob ameaça durante a ocorrência.
As equipes policiais iniciaram uma longa negociação para tentar convencer o homem a liberar os idosos e deixar o apartamento.
Segundo a PM, Roberto não apresentava uma exigência específica ou um objetivo claramente definido durante as conversas.
Diante da duração e da complexidade da ocorrência, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), de Curitiba, foi acionado e passou a coordenar o gerenciamento da crise.
Após horas de negociação, as equipes realizaram a intervenção que terminou com a contenção de Roberto.
Moradores relatam versões diferentes sobre o comportamento do homem
Durante o atendimento da ocorrência, moradores do condomínio relataram conhecer Roberto.
Alguns disseram que ele era visto como uma pessoa tranquila e prestativa no dia a dia. Outros vizinhos, porém, afirmaram já ter presenciado anteriormente episódios de comportamento violento envolvendo o homem.
As circunstâncias que levaram à escalada da ocorrência deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.